Disponível em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/7142/1/sisifo03PT02.pdf
Este artigo publicado na revista Sísifo (Revista de Ciências da Educação) aborda a temática da rentabilização da internet no Ensino Básico e Secundário.
O meu propósito é referir algumas notas do artigo que considero relevantes no processo de ensino/aprendizagem.
Com o emergir do conhecimento em rede, as facilidades do acesso à internet, a importância da necessidade da conectividade é uma realidade imprescindível no séc. XXI. As iniciativas governamentais também vão nesse sentido com o equipamento das salas de informática e o programa "Escola, Professores e Computadores Portáteis". A ideia central é a rentabilização dos equipamentos informáticos e o aproveitamento do potencial de aprendizagem através da internet, com recursos e ferramentas online.
O ambiente digital tornou-se mais do que nunca familiar aos alunos e é importante integrar na prática lectiva actividades, como por exemplo, exercícios de correcção automática, simulações, jogos, Caça ao Tesouro, WebQuest, ...
Com o conectivismo surgiu a necessidade de novas capacidades, nomeadamente pesquisar, seleccionar e citar, avaliar a informação encontrada, cooperar e colaborar online, publicar e partilhar.
O mais importante já não é o acumular de conhecimento, pois ele aumenta exponencialmente na Web, mas a capacidade de o seleccionar, avaliar, transformar e reutilizar em novas situações, diferentes contextos, contribuindo assim para a sua rentabilização.
O recurso às tecnologias e à internet motiva os alunos pela publicação dos trabalhos, pois sabem que outros podem ver o que fizeram e ainda têm a possibilidade de receberem comentários ao trabalho, invadindo-os de satisfação. Além disso, o seu trabalho pode ser observado por professoes, colegas e encarregados de educação.
A utilização dos recursos existentes na Web implica a necessidade de saber pesquisar, avaliar a informação encontrada, referir as fontes correctamente e destinguir citar de plagiar.
As plataformas LMS surgiram um pouco por todas as escolas com o incentivo do Ministério da Educação. Naturalmente, que têm vantagens e limitações, mas estão a ser mais usadas como um repositório e não como espaço de apoio à aprendizagem, de orientação, para questionar, refectir e aprender colaborativamente.
Considero muito pertinente a ideia de que as novas ferramentas podem ser rentabilizadas no processo de ensino/aprendizagem, tendo o professor um novo papel a desempenhar. Para isso é necessário nos professores um espírito aberto e adaptável às TIC, sensibilizados para uma aprendizagem ao longo da vida. Além disso, é extremamente importante envolver os alunos na sua aprendizagem, contribuindo para aprendizagens significativas e desenvolvendo neles o pensamento crítico, preparando-os para a tomada de decisões.

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