domingo, 9 de maio de 2010

REFLEXÃO DA LEITURA III

Carvalho, A. A. (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (eds), As Tic em Educação em Portugal Concepções e Práticas. Porto: Porto Editora, pp. 299-327.

Apresento de seguida os pontos mais relevantes do documento.

As WebQuests criadas há pouco mais de 10 anos têm como tudo na vida sofrido evolução: na tarefa e nas etapas do processo. A importância das WebQuests para as aprendizagens tem vindo a verificar-se e por isso têm vindo a ser integradas na formação inicial e contínua de professores por combinar três vertentes relevantes: pesquisa de recursos, o repensar da aprendizagem como construção e como pensamento de nível elevado e por utilizar a tecnologia.
Estas vertentes complementam-se e é necessário ter consciência que podemos ter a intenção de formular uma WQ (WebQuest) e esta não o ser de facto, por não cumprir os requisitos necessários e suficientes.

A "Caça ao Tesouro" é semelhante a uma WQ, mas mais simples, apresentando várias questões com apontadores para sites e uma pergunta global no final. As WebQuests têm maior complexidade, incluindo a avaliação e o processo, sendo a tarefa uma questão de resposta aberta.

As WebQuests devem centrar-se em tarefas autênticas que promovam a motivação dos alunos, pensamentos críticos de nível avançado, uma aprendizagem cooperativa e o desempenho de diferentes papéis com fontes autênticas. As tarefas devem ser desafiantes, facilitadoras de aprendizagem individual e em grupo.

Quando se começou a falar em WebQuests, o seu autor propôs 6 componentes: Introdução, tarefa, fontes de informação, processo, orientação e conclusão. Mais tarde, fruto da evolução, começaram a surgir as WebQuests com os componentes: Introdução, tarefa, processo, recursos, avaliação e conclusão. Além disso, surgiu também uma grelha de avaliação de qualidade de uma WQ que aborda cada um dos últimos componentes referidos.

É preciso ter em conta que no site onde está alojada a WQ, a primeira página deverá ter sinteticamente a informação indispensável: o título (se for breve), ou as iniciais do mesmo, ou ainda WQ, a temática e o nível escolar do destinatário, o autor, o ano em que foi criada e a optimização.

A formação inicial e contínua de professores tem um papel importante na implementação de novos conteúdos e sobretudo na sensibilização para novas abordagens a serem integradas nas aulas, como por exemplo as WebQuests. Há muita informação online sobre WebQuests e até o Instituto de Inovação Educacional disponibilizava informação sobre esta temática e exemplos de WebQuests.

Os centros de formação e os centros de competência têm integrado a temática das WebQuests na formação contínua e o ensino superior na formação inicial. Além disso, têm surgido investigações, estudos de tipo quase-experimental e estudos de caso sobre WebQuests.

Dos estudos de investigação realizados sobre WebQuests foi possível concluir que, os alunos na sua grande maioria, são favoráveis à utilização de WebQuests na aprendizagem e que promovem e favorecem as aprendizagens dos alunos. Além disso, devido ao empenho na resolução da tarefa, à discussão desenvolvida no grupo ou em pares e no contributo final apresentado, a satisfação é sentida não só pelos alunos, mas também pelos professores.

O papel do professor durante a resolução da WQ deverá ser de ajuda, sem resolver a tarefa por eles, ajudando-os a crescer de forma autónoma, dando-lhe oportunidade de aprenderem por si, tornando-se responsáveis pela sua aprendizagem e tomada de decisões.

O papel do aluno durante a realização da WQ deverá ser responsável, autónomo e crítico. Assumirá a responsabilidade da resolução da WQ e seguir autonomamente as orientações propostas. Deverá ter sentido crítico, organizar o grupo, dinamizar o trabalho colaborativo e negociar a construção do produto a apresentar.

É muito importante que no final os alunos apresentem o trabalho à turma por contribuir para o desenvolvimento das capacidades: de expor, de hábito em submeter-se à crítica e a criticar o trabalho dos colegas. O professor deverá ajudar os alunos a criticar construtivamente, apresentando pontos fortes e fracos e propondo alternativas. Nas apresentações, para os alunos apontarem erros e falhas, têm de estar atentos e tinham de ter adquirido os conhecimentos adequados. Além disso, em questões de resposta aberta, os alunos ao assistirem a outras formas de solucionarem a mesma questão, ganham sensibilidade e ficam mais receptivos para integrarem várias perspectivas.

A concluir, as WebQuests podem ser facilitadoras da mudança no ensino, desafiando os professores a explorar o potencial pedagógico da internet, usando novos recursos equacionando novas formas de trabalho, implicando o questionamento e reestruturação das suas concepções e práticas educativas actuais. A tarefa deve envolver os alunos que os obriguem a ir para além da informação disponibilizada, fomentando o pensamento crítico de nível avançado. O formato da WQ pode não ser só de texto, podendo tirar-se partido do vídeo, de anúncios e de jogos electrónicos. A ideia central é rentabilizar os recursos para motivar os alunos a aprendizagens significativas.

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